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Roteiro Integrado - CEPIMA: seu próximo destino!

Viajar é preciso? Não! Viajar é obrigatório. Quando a viagem tem por destino os lugares mais incríveis que se possa imaginar, viajar não é obrigatório, é necessidade... é vida. O roteiro do momento é o Turismo Integrado, onde o turista pode se aventurar e conhecer de uma só vez as principais atrações turísticas de três estados vizinhos: Jericoacoara no Ceará, Delta do Parnaíba no Piauí e o Parque dos Lençóis no Maranhão. Especialmente integrado para diversificar e ampliar o fluxo de visitantes, o roteiro oferece belíssimas paisagens e atrativos. Praias, rios, mangues, dunas e lagos paradisíacos no Ceará, um delta em mar aberto, o maior das Américas e o terceiro maior do mundo que fica no Piauí, e finalmente, a visão encantadora, surrealista e divina dos grandes Lençóis Maranhenses. Tão fantástico quanto essas localidades é o trajeto oferecido pelas empresas nos três estados que dispõem de transportes 4x4 (Geralmente Land Rovers), mais apropriado para este tipo de percurso.

De Fortaleza até Jericoacoara no Ceará, existem duas opções off-road, pelas praias do litoral Costa don Sol Poente ou pelo asfalto pela BR-222, que é mais rápido e mais cômodo. A primeira opção é a mais utilizada, de uma só vez os “expedicionários” têm a oportunidade de conhecer as principais praias (cerca de vinte), barras de rios, travessia de balsas rudimentares e outros atrativos do litoral oeste cearense. Lugares reverenciados como a praia do Cumbuco, Paracuru, Lagoinha, Flexeiras, Barra de Mundaú, Icaraizinho de Amontada, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Almofala, por décadas soterrada pelas dunas móveis, agora atração turística. Tudo isso e muito mais será encontrado nesse percurso. Enfim, não falta o que se vê em nove horas de encanto, emoção e lazer. A segunda opção, seguindo pelo asfalto se passa por vários municípios do Ceará, como São Luís do Curu, Itapipoca, cidade que junta praia, sertão e serra, por isso é conhecido como a cidade dos três climas. Ainda pelo asfalto vem, Senador Sá, Uruoca, Granja, e mais na frente Jijoca de Jericoacoara. Quanto mais se fala de Jericoacoara ou “Jeri”, como também é conhecida, uma das mais bonitas praias do mundo, mais e mais se quer falar. Para conhecer toda sua magia, o necessário é passar pelo menos três dias neste fantástico pedaço de chão do planeta terra. Durante o dia, banho de mar, caminhadas para visitar os pontos turísticos, petiscos, cerveja gelada e água de côco nos restaurantes a beira-mar. Quando o sol dá lugar ao brilho da lua, as opções são variadas numa das noites mais animadas do Ceará. Mas não tenha pressa, a balada em Jeri só começa a partir da meia-noite, então descanse um pouco depois de um dia de sol.

Seguindo viagem, depois de curtir Jeri, logo veio a cidade de Chaval com seus pequenos, porém, interessantes monólitos. Após a fronteira do Ceará com o Piauí (Cruza-se uma pequena ponte), seguimos até Luís Correia, a praia dos piauienses, mas passamos por ela sem parar pois, o nosso objetivo era conhecer o maior Delta das Américas, o Delta do Parnaíba.

Agora sim, Parnaíba estava à vista. Uma grata surpresa, uma cidade limpa com atrações turísticas naturais, belos casarões coloniais e movimento noturno à beira-rio. Fomos conhecer a principal atração do lugar, o Delta do Parnaíba. Uma lancha de seis lugares nos esperava no Porto dos Tatus, afluente do Rio Parnaíba. Os guias das lanchas, são profundos conhecedores da região, e se orgulham de proporcionar esse passeio aos visitantes pelos principais pontos turísticos deste estuário, composto com 83 ilhotas. Enquanto navegávamos, cruzamos com chalanas transportando passageiros nativos. Às margens, plantações de arroz e um abundante mangue. Aliás, o Delta do Parnaíba, devido ao seu mangue, é fornecedor de mais de 100.000 caranguejos por semana, quantidade que abastece o mercado de Teresina no Piauí e parte do Ceará. A natureza é soberana. Fauna e flora em perfeita harmonia. Macacos, jacarés, garças, guarás e outras aves da região estão presente em todo o percurso.

Não deixem de conhecer a Ilha do Caju, hereditariamente cuidada pela família Clark por várias gerações, onde hoje é sede do Instituto Ilha do Caju, e atualmente é a Ingrid Clark e seu marido Mario Timiraos que estão à frente desse santuário ecológico. Em uma outra ilha, a das Canárias cerca de 800 famílias sobrevivem principalmente da pesca. Robalo e pescada amarela são os preferidos pelos pescadores, devido seu maior valor de comercialização.

O barco é ancorado em locais com 2 metros de profundidade para um delicioso e refrescante banho. Em alguns locais mais profundos, pode-se chegar até a 20 metros. No encontro com o mar a paisagem é belíssima. Dunas, água de rio e praias mansas são colírio para os olhos. O Parnaíba se divide em cinco afluentes desaguando em locais diferentes do oceano atlântico. O passeio é atraente. O contato com o verde vivo faz fortalecer o nosso respeito com o meio ambiente.

Partindo de Parnaíba em direção aos Lençóis, passa-se por tutóia, já no Maranhão, cidade onde começa as trilhas de areia até Paulinho Neves, localidade que pensávamos que tínhamos percorrido um trecho difícil de atravessar. Engano Puro! Depois de Paulinho Neves, o caminho é puro off-road. Seguimos a trilha que só um 4x4 é capaz de trafegar. Chegamos a cidade de Barrerinha no Maranhão, cidade-base que dá acesso aos Lençóis Maranhenses. As atrações noturnas estão concentradas na avenida Beira-Rio às margens do rio Preguiças, com embarcações atracadas e pessoas que passeiam no calçadão. Barrerinha é uma cidade que hoje vivencia o turismo. Várias empresas estão oferecendo passeios com roteiros bem diferenciados. Ponto inicial para os Lençóis, nessa cidade é grande o fluxo de Toyotas Bandeirantes, tipo jardineira, fazendo excursões para os Lençóis. Quando se chega aos Lençóis Maranhenses, você é arrebatado por um conjunto de emoções que é difícil de se encontrar palavras, pois somente estando lá, vivenciando aquele momento, aquela paisagem singular de dunas, que se perdem no infinito com centenas de lagoas verdes azuladas. Vem logo a cabeça... É um Paraíso! Afinal, o tamanho do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses equipara-se com o município de São Paulo, são 155.000 hectares de beleza incomparável.

Outro grande atrativo é o Rio Preguiças, que conta com um grande número de lanchas para passeios. Iniciamos a viagem pelo rio totalmente maranhense, que tem esse nome devido grande quantidade de preguiças existente no passado, penduradas nos galhos das árvores que emolduram esse cenário. Um dos locais interessantes de se ver é Vassouras, onde o rústico restaurante Espaço Livre, serve de parada. A atração principal são os macacos criados soltos, em média são 35, onde todos atendem pelo nome, e o que é mais curioso, o dono restaurante consegue identificar cada um.

Caburé está próximo, são mais 15 minutos de voadeira. Chegamos nessa bela faixa de areia, de um lado o Rio Preguiças, do outro o Oceano Atlântico, onde estão localizadas algumas pousadas que possuem boa freqüência de hóspedes. Já era tarde, tínhamos que retornar para Barrerinha. A aventura estava chegando ao fim. Só nos restou, por força das obrigações, retornar para Fortaleza, pois tínhamos que descrever nossa aventura, o que foi muito fácil... Difícil foi lembrar cada momento que vivenciamos, e cada paraíso que conhecemos, e mais, eles estão lá e eu aqui! Mas vou voltar um dia com certeza, e recomendo. O Roteiro Integrado, entre Jericoacoara, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses serão o seu próximo destino.


Fonte: http://www.proximodestino.com.br

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Ah...saudade...

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

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heroin.


A injecção é preferida no abuso recreativo, devido ao efeito de prazer súbito intenso (denominado "orgasmo abdominal"). A inalação tem vindo a ganhar terreno, numa modalidade denominada "chasing the dragon", com origens orientais, onde a disponibilidade de seringas e agulhas é menor.

Também pode ser ingerida, absorvida pela pele ou fumada. O consumo com cocaína ("speedballs" ou "moonrocks") tem vindo a generalizar-se.

A heroína é mais lipofílica do que os outros opióides, e que leva à sua absorção muito mais rápida para o cérebro. A rapidez de efeito é importante para os toxicodependentes, porque proporciona maiores concentrações inicialmente, traduzindo-se em prazer intenso após a injecção ("chuto"). No cérebro ela é imediatamente convertida em morfina por enzimas celulares.


  • Euforia e Disforia: São necessárias maiores doses do que para causar análgesia. Consiste num sentimento de flutuar agradável e de bem-estar. A euforia pode degenerar ou ser substituida por disforia, um estado de ansiedade desagradável e mal-estar. A euforia produzida pela droga transforma-se em depressão e ansiedade após passarem os efeitos.
  • Analgésia (perda da sensação de dor fisica e emocional): pode levar à inflicção de ferimentos no heroímano sem que este se dê conta e se afaste do agente agressor.
  • Sonolência, embotamento mental sem amnésia.
  • Disfunção sexual
  • Sensação de tranquilidade e diminuição do sentimento de desconfiança.
  • Maior autoconfiança e indiferença aos outros: comportamentos agressivos.
  • Miose: contracção da pupila do olho.
  • Obstipação ("prisão de ventre") e vómitos
  • Depressão do centro neuronal respiratório. É a principal causa de morte por overdose.
  • Supressão do reflexo da tosse: devido a depressão do centro neuronal cerebral da tosse.
  • Nauseas e vómitos: podem ocorrer se for activado os centros quimiorreceptores do cérebro.
  • Espasmos nas vias biliares.
  • Hipotensão, prurido.
O mecanismo prazer e bem-estar produzido pelo consumo da heroína não está completamente esclarecido, mas sabe-se que, como o das outras drogas recreativas, é devido a interferência nas vias dopaminérgicas (vias que utilizam o neurotransmissor dopamina) meso-límbicas-meso-corticais. As vias dopaminérgicas que relacionam o sistema límbico (região das emoções e aprendizagem) e o córtex (região dos mecanismos conscientes) são importantes na produção de prazer. Normalmente, elas só são activadas de forma limitada em circunstâncias especificas, ligadas à recompensa da aprendizagem e dos comportamentos bem sucedidos a nivel de obtenção de recursos, conhecimentos ou ligações sociais ou sexuais importantes para o sucesso do individuo. No consumo de droga, estas vias são modificadas e pervertidas ("highjacked") e passam a responder de forma positiva apenas ao disturbio bioquimico cerebral criado pela própria droga. Grande parte da motivação do individuo passa assim para a obtenção e consumo da droga, e os interesses sociais, familiares, ambição profissional, aprendizagem e outros factores não directamente importantes para a sua obtenção são com o consumo crescente cada vez mais desleixados, sem que muitas vezes o individuo tome decisões conscientes nesse sentido.

;)

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O Quase

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luis Fernando Veríssimo

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